Psicologia

19/09/2018

Biblioteca da UCPel divulga aquisições de setembro

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A Biblioteca do Campus I da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) adquiriu 23 novas obras. Os títulos estarão disponíveis para consulta local e empréstimo. Áreas como psicologia, espiritualidade, medicina, filosofia e direito constituem a lista de aquisições. O acervo de mais de cem mil volumes e quase 60 mil títulos recebe atualizações mensais.

No Campus I, a Biblioteca funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h. Além dessa, a comunidade acadêmica também conta com a Biblioteca Setorial HU e Biblioteca Setorial Franklin Olivé Leite.

Confira abaixo a listagem completa:

ABREU, Cristiano Nabuco de et al. Síndromes psiquiátricas.

ARBIOL, Carlos Gil. Paulo na origem do Cristianismo.

BANOV, Márcia Regina. Comportamento do consumidor: vencendo desafios.

BARCLAY, John M. G. Paulo e o Dom.

BINA, Ricardo Ambrosio Fazzani. Medicina legal.

BOTEGA, Neury José (Org.). Prática psiquiátrica no hospital geral.

CASSAR, Vólia Bonfim (Org.). CLT organizada.

CFM. Código de ética do estudante de medicina.

CFM. Formação em medicina no Brasil.

CHEDIAK, Karla. Filosofia da biologia.

DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho.

FARIAS, Vilson. Victimologia: la reparación de La víctima desde um enfoque criminológico y civil

FIGUEIREDO, Telmo José Amaral de (Org.); CATENASSI, Fabrizio Zandonadi (Org.) Paulo: contexto e leituras.

GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Curso de direito da seguridade social.

GONÇALVES, Márcia. Filosofia da natureza.

MACHADO, Angelo; HAERTEL, Lucia Machado. Neuroanatomia funcional.

MARTINEZ, Ana M Blanco. Neuroanatomia essencial.

MELLO FILHO, Julio de; BURD, Miriam. Psicossomática hoje.

MURPHY, Kenneth. Imunobiologia de Janeway.

MURRAY, Patrick. Microbiologia médica.

PAWLINA, Wojciech. Ross – Histologia : texto e atlas.

REZENDE, Antônio Martins de; BIANCHET, Sandra Braga. Dicionário do latim essencial.

SAAD, Eduardo Gabriel; SAAD, José Eduardo Duarte; BLANCO, Ana Maria Saad C. CLT comentada.


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Por Portal UCPel

19/09/2018

UCPel institui programa de autodoação de corpos

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A busca pela constante qualificação do ensino prático nas disciplinas de anatomia estimulou a Universidade Católica de Pelotas (UCPel) a criar o Programa de Doação de Corpos para o Ensino e Pesquisa em Anatomia. O objetivo do projeto é sensibilizar a comunidade sobre o gesto e normatizar a autodoação dentro da instituição. 

Anualmente, cerca de 300 acadêmicos dos cursos de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia e Psicologia passam pelo Laboratório de Morfologia. Nas aulas, os alunos têm a oportunidade de estudar as estruturas dos seres humanos através da dissecação – separação das partes - dos cadáveres, quando é possível ter contato com órgãos, membros e demais partes do corpo.

Com o manuseio nas aulas, os cadáveres perdem a qualidade para estudo, o que dificulta a visualização necessária por parte dos estudantes. De acordo com a supervisora da Central de Laboratórios da UCPel, Rosimeri Corrêa de Souza, o ideal seria renovar o acervo a cada cinco anos. “A partir de agora usaremos glicerina e não mais formol para fixação”. Segundo ela, além de todos os benefícios ambientais, a glicerina mantém a coloração real das peças e proporciona uma textura mais acessível para o manuseio. 

Rosimere ainda destaca que, mesmo diante de toda a tecnologia disponível atualmente, o contato com o corpo ainda é insubstituível para o aprendizado, visto que dessa forma o aluno pode sentir a textura real e verificar as possíveis diferenças entre as pessoas. Porém, diante da dificuldade em obter peças biológicas, são usados modelos confeccionados em resina ou cerâmica para agilizar o trabalho prático das disciplinas. 

Por ser um assunto delicado, a supervisora explica que o programa recentemente instituído na UCPel prevê todas as etapas do processo, visando facilitar o entendimento por parte dos interessados e familiares. Mesmo sendo uma autodoação, é preciso que a família esteja de acordo e ciente da decisão. O gesto é classificado por ela como uma missão após a morte. “Com a doação, a pessoa está decidindo servir a humanidade mesmo depois de morrer”. 

Neste ano, o laboratório já recebeu duas intenções de doação. Interessados em conhecer mais do projeto devem procurar o Programa de Doação de Corpos, na Central de Laboratórios, localizada na rua Gonçalves Chaves, 373, sala 303C. Para manifestar o desejo da autodoação é preciso comunicar a família, preencher a documentação disponível no laboratório, registrar em cartório e apresentar duas testemunhas. 

Redação: Manuelle Motta


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17/09/2018

Psicologia da UCPel realiza roda de conversa sobre Setembro Amarelo

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Em alusão ao Setembro Amarelo – que estimula a reflexão sobre suicídio - o curso de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) promove o evento "Reflexões sobre suicídio". A atividade irá ocorrer na quarta-feira (26), às 19h, na sala 100k do Prédio Santa Margarida.

Voltado para estudantes de Psicologia e demais cursos da área da saúde, a roda de conversa será mediada pelas psicólogas Sally Knevitz, Camila Freitas e Isadora Grazidei. As inscrições, no valor de R$ 15, podem ser realizadas até o dia do evento, no saguão do Campus I. Serão disponibilizadas 80 vagas e certificado online de participação.

De acordo com a organização do evento, a atividade pretende conscientizar a população e prevenir sobre o suicídio, responsável pela morte de um brasileiro a cada 45 minutos. "Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evitar só colabora para o aumento dos casos", frisa a professora Olga Viedo.

Setembro Amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida, criada em 2015 para conscientização e prevenção do suicídio. A ação busca desenvolver conversas sobre o assunto para ajudar pessoas que sofrem com pensamentos suicidas.

Redação: Piero Vicenzi


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05/10/2017

O uso de substâncias psicoativas para melhoramento no desempenho cognitivo entre estudantes para concursos públicos

A busca pelo reconhecimento social e a pressão por resultados estão contribuindo para que estudantes saudáveis busquem nas drogas psicoativas uma forma de melhorar o desempenho cognitivo e obter destaque.

O aluno da Universidade Católica de Pelotas, Thiago Donassolo, realizou uma pesquisa envolvendo 178 alunos matriculados em cursos preparatórios aos concursos das Magistraturas Federal e Estadual, bem como, para a Procuradoria Pública Estadual. O estudo observou uma alta prevalência de utilização do metilfenidato (Ritalina) entre os participantes tanto ao longo da vida (18,5%) quanto nos últimos 30 dias (8,5%). O trabalho ainda identificou que indivíduos sem justificativa clínica já fizeram uso do medicamento para melhoramento cognitivo.
Questões éticas, morais e legais sobre o uso de melhoradores cognitivos por indivíduos saudáveis estão sendo levantadas em pesquisas internacionais. O benefício cognitivo adquirido pela utilização de medicamentos sem prescrição vem sendo considerado injusto e desleal por parte destas investigações.

Utilizados, sem uma indicação clínica, exclusivamente na intenção de obtenção de um melhoramento no desempenho cognitivo, leva-nos a nos perguntar se, assim como no doping esportivo, esta prática poderia ser considerada com um possível doping no desempenho cognitivo no contexto de concursos públicos.

Por Núcleo Web

03/10/2017

Os níveis de BDNF podem variar em pessoas com depressão e tentativas anteriores de suicídio?

Depressão e ideação suicida são fatores que atingem milhares de pessoas todos os anos. Estudos mostram que suicídio é uma das principais causas de morte de pessoas entre 15 e 45 anos. Por isso, um estudo publicado por Fernanda Moreira e colaboradores no prestigioso jornal científico Psychiatry Research procurou entender diferenças no BDNF de pessoas com depressão e tentativas anteriores de suicídio.

O BDNF (Brain-derived neurotrophic fator / Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) pode ser entendido como uma substância presente em todos os seres humanos, responsável por ajudar diversas reações nos neurônios, especialmente as relacionadas com sua sobrevivência e com a formação de novos neurônios. Também ajuda na ativação de diversas áreas importantes do cérebro, como aquelas relacionadas a memória, aprendizado e pensamento, por exemplo.

O estudo contou com a participação de 1380 participantes, homens e mulheres, realizado entre os anos de 2011 e 2012 na cidade de Pelotas. Destes, 147 foram selecionados e divididos em três grupos de 49 pessoas: O primeiro, de pessoas sem transtorno mental; o segundo composto por pessoas unicamente com depressão sem histórico de tentativa de suicídio; e um último grupo de pessoas com depressão e tentativa anterior de suicídio.

Como resultados, se descobriu que pessoas com depressão e depressão com tentativa anterior de suicídio possuem níveis significantemente menores de BDNF do que em pessoas saudáveis, confirmando que pessoas que sofrem do transtorno podem ter diversos prejuízos cerebrais durante a vida. Assim, o BDNF se apresentou como marcador biológico da depressão na amostra estudada e não da tentativa de suicídio.

No mês passado, o Ministério da Saúde promoveu a campanha Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio, com o objetivo de reduzir a ideação suicida da população. A campanha divulgou diversas informações a promoveu diversas ações preventivas nos municípios. Você pode obter mais informações neste link: http://www.setembroamarelo.org.br/.

Caso você acredite possuir sintomas depressivos ou ideação suicida (qualquer vontade de fazer mal a si próprio), recomendamos que procure a Unidade Básica de Saúde (Posto de Saúde) da sua região, ou o Campus de Saúde da UCPel, no endereço Av. Fernando Osório, 1586. 


Por Núcleo Web
Tags: depressao

14/09/2017

Qual perfil do professor com transtorno mental comum?

Transtornos mentais comuns (TMC) referem-se aos transtornos de ansiedade, depressão e somatoformes (sintomas físicos que aparecem no indivíduo devido sua condição mental) sendo incluídos sintomas de insônia, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração e esquecimento. Estima-se que a prevalência de TMC na população seja de 25%. Infelizmente esta medida quando observada em grupos de professores escolares vem se apresentando bastante elevada chegando a até 50%. Desta maneira, torna-se relevante estabelecer o perfil do professor que apresenta maior risco para desenvolver o TMC.

O trabalho rotineiro em sala de aula pode causar sobrecarga tanto emocional quanto física, sendo também bastante comum a presença de distúrbios vocais nos professores. Distúrbios vocais são entendidos como rouquidão, perda de voz, desconforto para falar devido a variados fatores como uma possível lesão nas cordas vocais ou até mesmo algum diagnóstico mais complexo.

Um estudo realizado na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) pela doutora fonoaudióloga Luise Marques da Rocha buscou avaliar a ocorrência de casos novos (incidência) de transtornos mentais comuns relacionando com distúrbios vocais em professores do ensino fundamental na cidade de Pelotas.

Este estudo foi dividido em duas partes sendo a primeira etapa com 575 professores foram entrevistados no período de Agosto a Dezembro de 2011. Na segunda parte, os mesmos 575 professores foram chamados no período de Agosto e Dezembro de 2014 e 469 destes participaram.

Os resultados demonstraram que 18% daqueles professores que não apresentaram TMC na primeira etapa, tinham TMC na segunda etapa. O estudo também demonstrou que 23% dos professores apresentavam algum distúrbio vocal. A proporção de casos de transtorno mental comum em professores com algum distúrbio vocal foi 77% maior do que no grupo de professores sem distúrbios vocais. Assim, concluiu-se que os professores com distúrbios vocais têm mais chances de desenvolverem transtornos mentais comuns.

Esse estudo se mostrou inovador devido ao acompanhamento ao longo tempo, sendo um dos primeiros a aprofundar e relacionar na questão de transtornos mentais comuns com distúrbios vocais nessa população.

É importante que os professores tenham uma boa percepção e informação sobre sua voz e estado mental para que possam prevenir possíveis transtornos mentais comuns ou distúrbios vocais de se desenvolverem. Recomenda-se procurar ajuda psicológica e fonoaudiológica tanto para tratamento como prevenção.

Por Núcleo Web
Tags: transtorno

01/06/2017

Pesquisa do curso de Psicologia da UCPel estuda a obesidade e o ritmo biológico de crianças

Uma pesquisa realizada no curso de Psicologia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) procurou estudar o ritmo biológico de crianças obesas entre sete e oito anos, matriculadas em 20 escolas municipais sorteadas. O trabalho de conclusão de curso foi realizado por Rafaela Souto e contou com a orientação da professora Karen Jansen.   
Foram avaliadas pelo estudo 371 crianças e seus cuidadores. Destas, 94 crianças eram obesas, sendo 52 meninas e 42 meninos. Os resultados foram relacionados a características do cuidador dessas crianças – de ser obeso - e a dificuldade na manutenção do ritmo biológico.

O estudo descobriu que a presença de obesidade nos cuidadores, bem como maior escolaridade destes, contribuem para o aparecimento de obesidade infantil. Também foi demonstrado que as crianças obesas possuem dificuldades em manter o ritmo biológico. A pesquisa ainda identificou que a cada quatro crianças, uma era obesa. Das crianças avaliadas, 52% apresentou sobrepeso ou obesidade.

A obesidade é uma doença crônica que atinge, atualmente, 41 milhões de crianças no mundo e está associada ao desenvolvimento de outras doenças crônicas como as cardiovasculares, as renais, o diabete tipo 2, a depressão, a hipertensão e o câncer. Também estudos atuais relacionam obesidade e estilo de vida sedentário, crianças com computador e televisão no quarto apresentam maior nível de gordura corporal. Quando não tratada, a criança pode ter dificuldades nas relações sociais, atividades diárias, ter alterações no sono e pular refeições.

O ritmo biológico é definido como o ciclo periódico que acontece na vida de todas as pessoas e outros seres vivos, como, por exemplo, o período do dia em que um indivíduo geralmente dorme. Esses ritmos são necessários para manter a qualidade de vida da pessoa.

Apesar de bastante abrangente, os achados do estudo não investigaram escolas particulares, o que poderia contribuir ainda mais com os níveis de obesidade infantil. Por fim, outra necessidade para possíveis estudos seria incluir crianças de outras faixas etárias.

Por Núcleo Web

26/05/2017

13 Reasons Why: Da ficção à nossa realidade

Atualmente, um dos seriados mais discutidos nas redes sociais tem sido 13 Reasons Why, lançada em março de 2017 pelo serviço de streaming Netflix. Na dramaturgia, a protagonista adolescente comete suicídio e deixa treze fitas cassetes para ser ouvidas por pessoas que ela se relacionava, cada uma contendo um motivo pelo qual a estudante resolveu tirar a própria vida. Infelizmente, o risco de suicídio não é algo raro nesta etapa da vida.

A adolescência, devido a suas diversas mudanças no desenvolvimento humano, é uma das principais épocas onde se observa maiores riscos de suicídio, necessitando de um acompanhamento de perto. Para entender melhor como funciona o processo de ideação suicida, é necessário dividi-lo em pensamento (relacionando a vontade de "não existir"), plano (como a pessoa resolve tirar sua própria vida) e a tentativa propriamente dita.

Em um estudo realizado pela Universidade Católica de Pelotas no ano de 2010, foram entrevistados um total de 960 adolescentes entre 15 e 18 anos (idade geralmente parecida com o dos personagens da série americana). Foi encontrado 7,7% de ideação suicida. Apesar de mais baixo do que em outras cidades, como Porto Alegre, o número ainda é alarmante.

Os dados apontam que estudantes que possuem mãe com baixa escolaridade, sedentarismo (jovens que não fazem exercícios físicos regularmente), uso de álcool e outras substâncias, envolvimento em brigas, bem como baixa escolaridade do próprio adolescente são fatores que podem aumentar a probabilidade de o jovem pensar em tirar a própria vida. Ou seja, jovens com maior vulnerabilidade social talvez manifestem através de outros comportamentos a ideia de fazer mal a si mesmo.

Na série, vários personagens fazem uso de álcool e outras drogas, além de serem expostos a grande violência na escola, fator frequentemente apontado pela personagem principal em suas fitas. A pesquisa realizada pela UCPel coloca que um fator importante para a prevenção do suicídio em adolescentes seria criar estratégias de prevenção que ajudem adolescentes com exposição ou que apresentem comportamentos agressivos, fazem uso de álcool e drogas e apresentem baixa escolaridade.

Por Núcleo Web

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