Psicologia

05/10/2017 às 16:00

O uso de substâncias psicoativas para melhoramento no desempenho cognitivo entre estudantes para concursos públicos

A busca pelo reconhecimento social e a pressão por resultados estão contribuindo para que estudantes saudáveis busquem nas drogas psicoativas uma forma de melhorar o desempenho cognitivo e obter destaque.

O aluno da Universidade Católica de Pelotas, Thiago Donassolo, realizou uma pesquisa envolvendo 178 alunos matriculados em cursos preparatórios aos concursos das Magistraturas Federal e Estadual, bem como, para a Procuradoria Pública Estadual. O estudo observou uma alta prevalência de utilização do metilfenidato (Ritalina) entre os participantes tanto ao longo da vida (18,5%) quanto nos últimos 30 dias (8,5%). O trabalho ainda identificou que indivíduos sem justificativa clínica já fizeram uso do medicamento para melhoramento cognitivo.
Questões éticas, morais e legais sobre o uso de melhoradores cognitivos por indivíduos saudáveis estão sendo levantadas em pesquisas internacionais. O benefício cognitivo adquirido pela utilização de medicamentos sem prescrição vem sendo considerado injusto e desleal por parte destas investigações.

Utilizados, sem uma indicação clínica, exclusivamente na intenção de obtenção de um melhoramento no desempenho cognitivo, leva-nos a nos perguntar se, assim como no doping esportivo, esta prática poderia ser considerada com um possível doping no desempenho cognitivo no contexto de concursos públicos.

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