Psicologia

26/05/2017

O Jogo Mortal: Baleia Azul e o Pensamento Suicida

Uma notícia falsa de uma jovem que cometeu suicídio na Rússia pelo jogo chamado “Baleia Azul” começou a divulgação internacional de um jogo que acabou se tornando real. Este jogo vem sendo muito comentado por causar a morte de crianças e adolescentes pelo mundo todo. Trata-se de um conjunto de 50 desafios, onde a pessoa que participa do jogo deve segui-los conforme a ordem do “curador”.

Dentre os desafios estão: realizar tarefas as 4:20 da manhã, desenhar uma baleia azul, escrever em uma rede social “#i_am_whale” (que em português significa “Eu sou uma Baleia”), realizar vários cortes e furos nas mãos, braços e lábios (com facas, navalhas e agulhas), subir em locais muito altos e ficar na borda por alguns minutos, não falar com ninguém o dia todo e, o desafio final, é tirar a própria vida. Todas as tarefas são comandadas pelo “cuidador” que investiga sobre o a vida do participante e pede uma foto ao fim de cada tarefa como prova de sua conclusão.

Este jogo está sendo associado ao suicídio de vários jovens, no entanto fontes afirmam ser comum jovens com ideação juntar-se a grupos na internet onde seus participantes têm o mesmo pensamento. A ideação suicida é quando a pessoa tem a intenção de se matar e pensa fortemente sobre isto. O jogo “Baleia Azul” pode ser um destes grupos, mas não é o único e participar de seus desafios são algumas formas de demonstrar o que o jovem está sentindo e, de certa forma, pedir ajuda.

Uma pesquisa realizada em 2005, pelo Programa de Pós-Graduação da UCPel, identificou uma porcentagem importante de adolescentes entre 11 e 15 anos com ideações suicida na cidade de Pelotas-RS. O estudo contou com 1145 adolescentes de partes sorteadas da cidade, dentre estes, 14,1% apresentaram ideação suicida nos trinta dias anteriores a entrevista, ou seja, 146 adolescentes entre 11 e 15 anos pensaram em tirar a própria vida.

Alguns outros fatores também foram investigados e relacionados com as ideações, como ser do sexo feminino, principalmente as sexualmente ativas, usar álcool e drogas bem como ter um provável problema de saúde mental (sintomas depressivos ou Transtorno de Conduta). O Transtorno de Conduta é uma alteração no comportamento onde a criança/adolescente age de forma agressiva, desafiante, contra as regras.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, alguns comportamentos que indicam que a pessoa pensa em tirar a própria vida seriam: Frases de alarme (“não aguento mais”, “eu queria sumir” e “eu quero morrer”), mudanças inesperadas (como perda de interesse por coisas que gostava), problemas de saúde mental e uso de drogas, tentativas anteriores de suicídio, fingir uma melhora inesperada.

Muitas pessoas pensam que estes jovens querem apenas chamar a atenção quando na verdade estão sofrendo intensamente. Deve-se ter cuidado, prestar atenção em sinais que possam estar relacionados a estes pensamentos, não deixar a pessoa sozinha, tirar ferramentas que possam ser perigosas, conversar deixando que a pessoa fale e tomas providências, como buscar a ajuda de profissionais. É importante buscar ajuda precocemente nestas situações. Para isso o Centro de Valorização da Vida (http://www.cvv.org.br/) disponibiliza um telefone para contato de pessoas em sofrimento que pensam em acabar com sua vida – disque 141.

Por Núcleo Web

22/05/2017

Curso de Introdução ao SPSS

O SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) é um aplicativo para computador que executa rapidamente diversos procedimentos estatísticos, estando direcionado para a criação e manuseio de banco de dados, bem como, para a sua análise. O propósito fundamental da análise de dados é organizá-los de tal forma que permitam responder ao problema colocado, e decidir se as hipóteses foram confirmadas ou rejeitadas.

Atualmente, o volume de dados coletados na área da Saúde é cada vez maior, o que torna essencial o domínio de ferramentas computacionais que auxiliem esse trabalho. Diante disso, o objetivo do presente curso de extensão é fornecer informações básicas sobre o pacote estatístico SPSS, para a análise de dados em saúde.

As inscrições estarão disponíveis em http://ucpel.edu.br/extensao/

Por Núcleo Web
Tags: curso

09/05/2017

Estudo da UCPel relaciona traumas emocionais na infância com o risco de suicídio em pessoas com depressão

O Transtorno Depressivo Maior é uma doença mental que pode ser causada por motivos psicológicos, sociais ou biológicos. Também conhecido apenas por “depressão”, seus principais sintomas são tristeza, perda de interesse pelas coisas, mudanças indesejadas no peso, sono, cansaço, sentir-se sem valor, entre outros.

Ideias recorrentes de morte ou de suicídio são frequentes neste contexto aumentando o risco de o paciente acabar com sua vida. Risco de suicídio é quando uma pessoa tem um pensamento ou comportamento de fazer mal a si mesma, de querer acabar com a sua vida. Já era conhecido na literatura que os traumas na infância aumentam o risco de suicídio. Mas será que alguns tipos de trauma aumentam mais do que outros, especialmente naqueles pacientes que já estão em depressão? As experiências de sofrimento que a pesquisa investigou foram a falta de cuidado (físico e emocional) e abusos (emocional e físico) e abuso sexual.

Em um estudo realizado na Universidade Católica de Pelotas (UCPel), foi descoberto que diferentes tipos de sofrimentos na infância estão relacionados com risco de suicídio em pessoas portadoras de Transtorno Depressivo Maior, representando um aumento do risco de suicídio.  

Contando com 473 pessoas entre 18 e 60 anos com diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior (sendo a maioria mulheres), a pesquisa identificou 77 deprimidos com risco de suicídio, e também relacionou condições ambientais e históricas destes pacientes. A mãe ter tentado suicídio, a classificação socioeconômica mais baixa e o uso de drogas ilícitas poderiam estar relacionados ao risco de suicídio. Percebeu-se também, que há relação entre o risco de suicídio e baixa idade e escolaridade da pessoa com depressão.

Já sobre o trauma na infância, notou-se que há relação entre sofrimento emocional na infância e risco de suicídio em pessoas com depressão. A alta intensidade de experiências de falta de cuidado emocional, abuso emocional e abuso sexual estão mais relacionados ao risco de suicídio nestes pacientes. 

Antes deste estudo, poucos trabalhos foram publicados sobre o tema. O trabalho publicado na revista científica “Psychiatry Research” indica que o suicídio pode ser considerado como uma das últimas estratégias de "lidar" com a depressão. Desta forma, profissionais da saúde que acolherem pessoas com depressão precisam ficar atentos ao relato de seus pacientes sobre experiências emocionais traumáticas na infância, com o objetivo de avaliar o real risco de suicídios e evitar comportamentos suicidas.

Por Núcleo Web
Tags: depressão

09/05/2017

Pesquisadores da UCPel realizam estudo sobre transtorno bipolar subliminar em jovens

O Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comportamento da Universidade Católica de Pelotas (PPGSC/UCPel) realizou uma pesquisa com 927 jovens diagnosticados com Transtorno Bipolar Subliminar (TBS) e com Transtorno Bipolar (TB). O estudo avaliou resultados clínicos e comparou o grupo de jovens com outro, composto por pessoas sem transtornos - denominado grupo de controle.

O diagnóstico do transtorno bipolar é uma tarefa difícil na prática dos profissionais da área da saúde, especialmente quando se trata de jovens que possuem oscilações naturais nessa fase de vida. Pessoas com Transtorno Bipolar Subliminar são aquelas que já têm algum histórico hipomaníaco e não têm histórico depressivo. Já pessoas com Transtorno Bipolar são aquelas que têm histórico de mania (com ou sem depressão) ou histórico de hipomania (com depressão).

Alguns sintomas comuns para um histórico de hipomania são falar demais, problemas de concentração, agitação, fazer coisas sem pensar nas consequências, entre outros. Já sintomas comuns à depressão são sentimentos de tristeza, culpa, perda de interesse pelas coisas, entre outros.

O estudo do PPG da UCPel foi composto por 816 jovens integrantes do grupo controle, 89 com Transtorno Bipolar e 22 com Transtorno Bipolar Subliminar. Os jovens diagnosticados com Transtorno Bipolar Subliminar apresentaram menor risco de suicídio e maior abuso ou dependência de substância ilícita quando comparados ao grupo controle. Já os jovens com Transtorno Bipolar apresentaram maior risco de suicídio, transtornos de ansiedade, abuso ou dependência de substância ilícita e álcool em relação ao grupo controle.

A pesquisa concluiu que pessoas com Transtorno Bipolar Subliminar, mesmo que não apresente todo o critério para o diagnóstico de Transtorno Bipolar, ainda apresentam sinais de piora na evolução clínica quando comparados ao grupo controle. De acordo com o trabalho, é importante que se façam mais estudos sobre o Transtorno Bipolar Subliminar com ênfase nas estratégias de tratamento.

Por Núcleo Web
Tags: transtorno

14/01/2014

Vestibular Fevereiro 2014 com Inscrições abertas!


Por Núcleo Web

 < 1 2 3 > 

Contato

(53) 2128-8216


Universidade Católica de Pelotas
Rua Félix da Cunha, 412
CEP: 96010-000
Pelotas - RS - Brasil
Fone: + 55 (53) 2128-80000

Desenvolvido por Núcleo Web - Assessoria de Comunicação e Marketing UCPel